quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Saída para a Almirante Reis fechada por 18 meses

A saída do túnel da Avenida João XXI para a Avenida Almirante Reis, em Lisboa, vai estar fechada a partir do dia 12 e por um período de 18 meses devido a obras do metro.
Segundo fonte da autarquia, o encerramento, motivado por trabalhos de remodelação e ampliação da estação do Areeiro, não vai implicar o desvio do trânsito para outras vias, uma vez que a circulação poderá ser feita pela superfície - quem entrar na João XXI no Campo Pequeno poderá virar à direita para a Almirante Reis.
Ainda antes da entrada do túnel haverá sinalização a indicar a alteração e o percurso alternativo, acrescentou.
Contactado pela Lusa, o Metropolitano de Lisboa referiu que, de momento, não está previsto qualquer fecho da estação do Areeiro na sequência desta obra.
Diário de Noticias 05.11.2009
quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
domingo, 30 de Agosto de 2009
quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
Metro acelera para abrir no sábado nova linha vermelha

Comerciantes das imediações das estações Saldanha e S. Sebastião queixam-se que as obras "afectaram muito o negócio". Prolongamento une todas as linhas e encurta tempos de viagens. Extensão fica pronta com quatro anos de atraso
O prolongamento da linha vermelha do Metropolitano de Lisboa (ML) entre Alameda, Saldanha e S. Sebastião, unindo toda a rede do comboio subterrâneo, deverá entrar ao serviço no sábado, soube o DN junto de várias pessoas que têm acompanhado de muito perto as obras ainda em curso. Oficialmente, a administração do ML diz desconhecer quando essa extensão será inaugurada (ver caixa).
Ontem era bem visível a azáfama de largas dezenas de operários a trabalhar aceleradamente tanto no subsolo como à superfície das estações Saldanha e S. Sebastião. Um panorama que agradou aos comerciantes com lojas situadas na área de intervenção das obras, que se queixam de terem sido seriamente prejudicados pelo encerramento das suas ruas, os tapumes que deixaram emparedados os seus estabelecimentos, o pó, a lama e o barulho, que afastaram os clientes.
"Estou com 120 mil euros de prejuízo", frisou ao DN um dos sócios da histórica Charcutaria Dava, no número 38B da Avenida Duque d'Ávila, rua que foi encerrada devido às obras do ML no Saldanha.
Constantino Fonseca recorda que o seu calvário começou no final de 2004, quando arrancaram as obras: "Nestes cinco anos só aumentaram os prejuízos e ninguém nos ouviu nem pagou subsídios ou indemnizações".
"Só estou com a porta aberta por vaidade e carolice, porque não vem aqui ninguém. Estamos emparedados. Trabalhavam aqui quatro pessoas e agora somos só dois", lamentou.
Ao lado, na Tabacaria Astória, Bento Palma adiantou que "o metro já começa a circular na nova linha no sábado. Mas à superfície, a avenida mantém-se cortada e não se sabe até quando. Nestes cinco anos, o volume de negócio baixou para menos de metade".
A mesma redução sofreu Joaquim Ribeiro, proprietário da Pastelaria Bairro Azul, na Avenida Ressano Garcia, junto à estação S. Sebastião: "Ficou tudo muito afectado com estas obras que já duram há 30 meses. Dizem que no sábado isto desaparece tudo daqui da rua e o metro já anda na linha nova".
As novas estações Saldanha e S. Sebastião vão ter elevadores. Este prolongamento que liga todas as linhas da rede do ML traz a vantagem de permitir viajar sem ter de mudar de comboio, poupando muito tempo nos percursos. O trajecto entre S. Sebastião e Alameda passa a demorar cinco minutos em vez dos actuais 21 minutos. Feitas as contas, são menos 16 minutos.
A extensão desta linha, que segundo os projectos iniciais já deveria ter entrado ao serviço em 2005, tinha um custo previsto de 132 milhões de euros. Esse valor aumentou para 210 milhões.
Diário de Noticias 27.08.2009terça-feira, 18 de Agosto de 2009
quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Noticia Diário de Noticias
Milhões gastos em piloto automático que não funciona
Empresa investiu em 1998 para os comboios da Linha Vermelha circularem sem maquinistas. Passaram 11 anos e mantém-se a anomalia
Milhões de euros foram gastos pelo Metropolitano de Lisboa (ML) para criar em 1998 uma linha completamente automatizada em que os comboios deveriam circular sem maquinistas. Já passaram 11 anos e a anomalia detectada no sistema ainda não foi corrigida, continuando as composições a serem conduzidas por maquinistas, soube o DN junto de fonte não oficial daquela empresa.
O problema refere-se à Linha Vermelha do ML, também conhecida por Linha do Oriente (entre Alameda e Oriente), que foi construída especialmente para servir a Expo'98 e se tornou numa das obras mais caras da rede do comboio subterrâneo. Não só pelo facto de não se poder atrasar porque tinha de abrir antes da exposição mundial, em Maio de 1998, mas também porque adoptou aquele sistema automatizado em que os comboios deveriam circular sozinhos sem maquinista.
"Foi um investimento extremamente avultado que se perdeu, pois esse sistema automatizado foi muito mais caro que o normal", referiu a mesma fonte, falando em "largos milhões de euros que foram para o lixo".
Considera que, perante esta situação, "deve-se questionar porque não se fizeram os estudos necessários sobre a viabilidade desse sistema automático".
Recorda que a justificação para adoptar aquele sistema automático - mais caro que o habitual - assentava no facto de esses custos adicionais serem depois recuperados ao longo do tempo, porque se poupava no pagamento de salários aos maquinistas que deixariam de ser necessários para a Linha Vermelha.
Mas esse retorno do investimento acrescido no sistema automático não se está a verificar, porque todos os comboios da Linha Vermelha continuam a ter de ser tripulados por maquinistas.
O Metropolitano de Lisboa já tinha reduzido bastante o número de tripulantes dos comboios, quando decidiu dispensar os denominados factores, elementos que seguiam a bordo, controlavam a entrada e saída de passageiros e a abertura e fecho das portas das composições. Essa função passou a ser desempenhada também pelo maquinista, que observa os utentes pelos monitores das câmaras de vídeo instaladas nos cais das estações.
As vantagens apresentadas para o sistema de tripulação automática na Linha Vermelha também referia que, dessa forma, "não haveria atrasos nos comboios. Os horários seriam cumpridos rigorosamente, porque o sistema automático executaria os tempos de paragem estipulados, os períodos de abertura e fecho de portas e também as velocidades de circulação", recorda a mesma fonte da empresa.
Segundo explicou, a anomalia que não permitiu aos comboios funcionarem em piloto automático foi detectada desde que a Linha Vermelha entrou ao serviço, em Maio de 1998.
"O principal problema é que fazia travagens extremamente bruscas, assustando os passageiros, que se desequilibravam e alguns até caíam. Como nessa fase inicial ainda seguiam elementos da empresa no interior dos comboios, por vezes os passageiros saíam, passavam pela cabina do maquinista e insultavam-no", relatou ao DN.
A mesma fonte acrescenta que, "entre 1998 e 2002, muitas vezes a circulação estava parada na Linha Vermelha, devido ao sistema automático".
"Um elefante branco"
"Depois decidiram alterar o sistema, anulando a intervenção automática. Os comboios passaram a ser efectivamente conduzidos por maquinistas", disse o mesmo elemento do ML. Na sua opinião, "aquilo foi um elefante branco. Gastaram largos milhões de euros desnecessariamente".
O DN contactou a administração do Metropolitano de Lisboa para se pronunciar sobre esta situação e fornecer informações sobre o caso, nomeadamente por que motivo ainda não foi corrigida a anomalia do sistema automático e quanto custou a Linha Vermelha entre Alameda e Oriente, mas não recebeu qualquer resposta.
Notícias publicadas em 2001 referem que aquela linha "custou mais 33 milhões de contos (165 milhões de euros) do que os 85 milhões (425 milhões de euros) previstos", o que totaliza cerca de 590 milhões de euros.












